<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<feed xmlns="http://www.w3.org/2005/Atom">
    <title>ATOA - afundação taba de oswald de andrade</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://culturaebarbarie.org/atoa/" />
    <link rel="self" type="application/atom+xml" href="http://culturaebarbarie.org/atoa/atom.xml" />
    <id>tag:culturaebarbarie.org,2011-03-05:/atoa//15</id>
    <updated>2013-09-29T17:15:14Z</updated>
    
    <generator uri="http://www.sixapart.com/movabletype/">Movable Type Personal 4.1</generator>

<entry>
    <title>#ATOA na terraterra (áudios)</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://culturaebarbarie.org/atoa/2012/06/atoa-na-terraterra-audios.html" />
    <id>tag:culturaebarbarie.org,2012:/atoa//15.1634</id>

    <published>2012-06-26T18:10:33Z</published>
    <updated>2013-09-29T17:15:14Z</updated>

    <summary>Áudios da #ATOA no evento terraterra, atividade autogestionada da Cúpula dos Povos (Casa de Rui Barbosa, 15 de junho de 2012)Da Terra à Terra (Déborah Danowski)Descer pra baixo (Flávia Cera)[Subsistência] (Marcos Matos) Os limites potenciais do materialismo e os limites...</summary>
    <author>
        <name>Alexandre Nodari</name>
        <uri>http://www.culturaebarbarie.org/blog</uri>
    </author>
    
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://culturaebarbarie.org/atoa/">
        <![CDATA[Áudios da #ATOA no evento <i>terraterra</i>, atividade autogestionada da Cúpula dos Povos (Casa de Rui Barbosa, 15 de junho de 2012)<br /><br /><ul><li><a href="http://www.culturaebarbarie.org/atoa/debi.mp3">Da Terra à Terra</a> (Déborah Danowski)</li><li><a href="http://www.culturaebarbarie.org/atoa/flavia.mp3">Descer pra baixo</a> (Flávia Cera)</li><li><a href="http://www.culturaebarbarie.org/atoa/marcos.mp3">[Subsistência]</a> (Marcos Matos) <br /></li><li><a href="http://www.culturaebarbarie.org/atoa/nodari.mp3">Os limites potenciais do materialismo e os limites materiais do potencialismo</a> (Alexandre Nodari)<br /></li><li><a href="http://www.culturaebarbarie.org/atoa/xama.mp3">Mal-estar na natureza </a>(Eduardo Viveiros de Castro)</li><li><a href="http://www.culturaebarbarie.org/atoa/rondinelly.mp3">[Comentário]</a> (Rondinelly Medeiros)<br /></li></ul><p><br /></p> ]]>
        
    </content>
</entry>

<entry>
    <title>TERRATERRA na Cúpula dos Povos</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://culturaebarbarie.org/atoa/2012/06/terraterra-na-cupula-dos-povos.html" />
    <id>tag:culturaebarbarie.org,2012:/atoa//15.1633</id>

    <published>2012-06-11T16:33:32Z</published>
    <updated>2012-06-11T20:57:47Z</updated>

    <summary><![CDATA[A #ATOA convida para a preparação da Descida: TERRATERRATransmissão online:&nbsp; http://uninomade.net/aovivoterraterra/&nbsp;BRASIL VIVO - BRASIL MENOR 15 de junho de 2012Fundação Casa Rui Barbosa e Universidade NômadeRua São Clemente, 134, próximo ao metrô Botafogo, Rio de Janeiro.Atividade Augestionada / Cúpula dos...]]></summary>
    <author>
        <name>Flávia Cera</name>
        <uri>http://www.culturaebarbarie.org/mundoabrigo</uri>
    </author>
    
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://culturaebarbarie.org/atoa/">
        <![CDATA[<b>A #ATOA convida para a preparação da Descida: TERRATERRA</b><br /><br /><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="terraTERRA.jpg" src="http://culturaebarbarie.org/atoa/terraterra.jpg" class="mt-image-center" style="text-align: center; display: block; margin: 0 auto 20px;" height="480" width="345" /></span><div style="text-align: center;">Transmissão online:&nbsp;
<a href="http://uninomade.net/aovivoterraterra/" rel="nofollow nofollow" target="_blank" style="color: rgb(17, 85, 204); font-family: arial, sans-serif; background-color: rgba(255, 255, 255, 0.917969); ">http://uninomade.net/<span style="display: inline-block; "></span>ao<wbr>vivoterraterra/&nbsp;</a></div><div><br /><div><b>BRASIL VIVO - BRASIL MENOR </b><br /><br /><b>15 de junho de 2012</b><br /><b>Fundação Casa Rui Barbosa e Universidade Nômade</b><br />Rua São Clemente, 134, próximo ao metrô Botafogo, Rio de Janeiro.<br /><b></b><br /><b>Atividade Augestionada / Cúpula dos Povos participam</b>:<br /><br />Rede Universidade Nômade (UN)<br />Núcleo de Antropologia Simétrica (NAnSi-MN)<br />Afundação Taba de Oswald de Andrade (#ATOA)<br />Linha Filosofia e Questão Ambiental (PUC-Rio)<br /><br />O colóquio é organizado em duas sessões. A cada vez, haverá uma roda inicial com 6 intervenções curtas (de 10 mínutos) para que depois o debate se desenvolva de maneira assemblear.<br /><br /><b>9:00 Abertura</b> - Giuseppe Cocco, Mauricio Siqueira, Emerson Mehry<br /><br /><b>9:30 - 13:00 Primeira Roda de Abertura</b><br /><br />Alexandre Nodari - #ATOA<br />Flavia Cera - #ATOA<br />Marcos Matos - #ATOA<br />Eduardo Viveiros de Castro - #ATOA, NAnSi-MN<br />Déborah Danowski - #ATOA, PUC-Rio/Filosofia<br />Bruno Tarin - Universidade Nômade<br /><br /><b>14:00 - 17:00 Segunda Roda de Abertura</b><br /><br />Peter Pál Pelbart - PUC-SP e Cadernos de Subjetividade<br />Mauricio Vasconcelos - USP<br />Bruno Cava - Universidade Nômade e "Quadrado dos Loucos"<br />Pedro Laureano - Universidade Nômade<br />Rodrigo Nunes - PUC-RS e Turbulence<br />Eduardo Baker - Universidade Nômade<br />Alexandre do Nascimento - Universidade Nômade e FAETEC<br /><br /><b>17:00 Espetáculo</b><br /><br />Terror e Miséria na Cidade Maravilhosa - Episódio 1<br /><br />"Uma Cruzada, Um Profeta, Um Convite à Revelação"<br />do Laboratório TupiNagô de Revista Científica &amp; Retreta do Apocalipse<br /></div><div><br /></div></div>]]>
        
    </content>
</entry>

<entry>
    <title>A &quot;Descida&quot; Antropophaga</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://culturaebarbarie.org/atoa/2012/06/a-descida-antropophaga.html" />
    <id>tag:culturaebarbarie.org,2012:/atoa//15.1632</id>

    <published>2012-06-11T03:20:21Z</published>
    <updated>2012-06-11T03:31:58Z</updated>

    <summary>A &quot;descida&quot; agora é outra.O AutorHa quatro seculos, a &quot;descida&quot; para a escravidão. Hoje, a &quot;descida&quot; para libertação. O Diluvio, foi o movimento mais serio que se fez no mundo. Deus apagou tudo, para começar de novo. Foi inteligente, pratico...</summary>
    <author>
        <name>Flávia Cera</name>
        <uri>http://www.culturaebarbarie.org/mundoabrigo</uri>
    </author>
    
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://culturaebarbarie.org/atoa/">
        <![CDATA[A "descida" agora é outra.<br />O Autor<br /><br />Ha quatro seculos, a "descida" para a escravidão. Hoje, a "descida" para libertação. O Diluvio, foi o movimento mais serio que se fez no mundo. Deus apagou tudo, para começar de novo. Foi inteligente, pratico e natural. Mas teve uma fraqueza: deixou Noé. <br /><br />O movimento antropophago - que é o mais serio depois do Diluvio - vem para comer Noé. <b>NOÉ DEVE SER COMIDO.</b><br /><br />Penso que não se deve confundir volta ao estado natural (o que se quer) com volta ao estado primitivo (o que não interessa). O que se quer é simplicidade e não um novo codigo de simplicidade. Naturalidade, não manuaes de bom tom. Contra a belleza canônica, a belleza natural - feia, bruta, agreste, bárbara, illógica. Instincto contra o verniz. O selvagem sem as missangas da cathechese. O selvagem comendo a cathechese. <br /><br />Os <b>PEROS</b> que ainda existem entre nós hão de sorrir por seus dentes de ouro o sorriso civilisado de que, reagindo contra a cultura, estamos dentro da cultura. Que besteira. O que temos não é cultura européa: é experiencia della. Experiencia de quatro séculos. Dolorosa e páo. Com Direito Romano, canal de Veneza, julgamento synthetico <b>a priori</b>, Tobias, Nabuco e Ruy. O que fazemos é reagir contra a civilisação que inventou o catalogo, o exame de consciencia e o crime de defloramento. SOMOS JAPY-ASSU':<br /><br />"Ce venerable vieillard Japi Ouassou fut merveilleusement attentif, comme touts les outres Indiens lá presens aux discours susdicts á quoi il replique ce qui s'ensuit. Je m'esionis extremement de vous voir et me manqueray á tout ce ie vous ay promis. Mais ie me estonne comme il se peut faire que vous autres PAY ne vouliez pas de femmes. Estes vous descendus du Ciel? Estes nays de Pere et Mere? Quay donc! n'estes pas mortels comme nous? D'ou vient que non seulement vouz ne prenez pas de femmes ainsi que les autres François que ont trafiqué avec nous depuis quelque quarante et tant d'années; mais ancore que vous les empechez maintenant de se servir de nos filles: ce que nous estimions a grand honeur et grandheur, pouvans en avoir des enfant"<br /><br />(Claude d'Abbeville - "Histoire de la Mission des Péres Capucins en l'Isle de Maragnan et terres circonvoicines")<br /><br />Contra o servilismo colonial, o tacape inheiguára, "gente de grande resolução e valor e totalmente impaciente de sujeição" (Vieira), o heroísmo sem roseta de Commendador dos carahybas, "que se oppuzeram a que Diogo de Lepe desembarcasse, investindo contra as caravelas e reduzindo o numero de seus tripulantes" (<b>Santa Rosa</b> - "História do Rio Amazonas").<br /><br />Ninguem se illuda. A paz do homem americano com a civilisação européa é paz nheengahiba. Está no Lisbôa: "aquella apparatosa paz dos nheengahibas não passava de uma verdadeira impostura, continuando os bárbaros no seu antigo theor de vida selvagem, dados á antropophagia como dantes, e baldos inteiramente da luz do evangelho".<br /><br />Como se vê, facílimo ser antropophago. Basta eliminar a impostura. <br /><br />Foram estas as consequencias dos versos ruimzizinhos que Anchieta escreveu na areia de Itanhaen: Ordenações do Reino, grammatica e ceia de DaVinci na sala de jantar. E não houve ainda quem comesse Anchieta!<br /><br />Portugal vestiu o selvagem. Cumpre despi-lo. Para que elle tome um banho daquella "innocencia contente" que perdeu e que o movimento antropophago agora lhe restitue. O homem, (falo o homem europeu, cruz credo!) andava buscando o homem fora do homem. E de lanterna na mão: philosophia.<br /><br />Nós queremos o homem sem a duvida, sem siquer a presumpção da existencia da duvida: nú, natural, antropophago.<br /><br />Quatro seculos de carne de vacca! Que horror!<br /><br /><div align="right">OSWALDO COSTA (1928)<br /></div> ]]>
        
    </content>
</entry>

<entry>
    <title>Ajude a salvar o rio Xingu</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://culturaebarbarie.org/atoa/2012/05/ajude-a-salvar-o-rio-xingu.html" />
    <id>tag:culturaebarbarie.org,2012:/atoa//15.1631</id>

    <published>2012-05-28T15:43:27Z</published>
    <updated>2012-05-28T18:07:26Z</updated>

    <summary>O pragmatismo desenvolvimentista de Dilma Rousseff quer esterilizar um dos motores de transformação do mundo, a fantasia. Foi o que ela deixou claro quando anunciou que era fantasioso pensar o futuro sem a construção de hidrelétricas no Brasil. O governo...</summary>
    <author>
        <name>Flávia Cera</name>
        <uri>http://www.culturaebarbarie.org/mundoabrigo</uri>
    </author>
    
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://culturaebarbarie.org/atoa/">
        <![CDATA[O pragmatismo desenvolvimentista de Dilma Rousseff quer esterilizar um dos motores de transformação do mundo, a fantasia. Foi o que ela deixou claro quando anunciou que era <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GOOaPCGFxOQ">fantasioso</a> pensar o futuro sem a construção de hidrelétricas no Brasil. <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-01/belo-monte-e-irreversivel-e-so-fara-bem-ao-brasil-diz-lobao">O governo trata como irreversível</a> um projeto que nos encaminha, isto sim, para uma catástrofe irreversível.<br /><br />O que está no centro do debate é a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e a extinção de milhares de formas de vida, muitas ainda nem <a href="http://www.ecodebate.com.br/2010/07/23/belo-monte-e-o-risco-de-extincao-dos-peixes-do-xingu-entrevista-com-paulo-buckup/">catalogadas</a>, a destruição dos modos de vida de<a href="http://www.youtube.com/watch?v=pEBsRiaKyhQ"> ribeirinhos</a>, pescadores, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=VBQ6PLkBGQ4&amp;feature=relmfu">pequenos agricultores</a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZmOozYXozb8&amp;feature=related">povos indígenas</a> que dependem da vida do rio Xingu, sem contar as <a href="http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/03/29/operario-morre-em-belo-monte-e-trabalhadores-entram-em-greve/">péssimas condições de trabalho</a>, a <a href="http://amazonia.org.br/2012/04/belo-monte-demite-60-agride-e-manda-prender-trabalhadores/">violência contra os trabalhadores</a> e o aumento alarmante da <a href="http://oglobo.globo.com/economia/belo-monte-aumenta-violencia-na-regiao-de-altamira-no-para-4339341">criminalidade e violência</a> na cidade de Altamira que o governo federal insiste <a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2011/11/29/apesar-de-greve-ministro-diz-que-trabalhadores-de-usinas-no-brasil-sao-os-mais-bem-tratados-do-mundo.htm">pateticamente</a> em não ver, <a href="http://www.xinguvivo.org.br/2012/03/13/censura-da-secretaria-dos-direitos-humanos-a-relatorio-do-cddph-e-atentado-violento-a-democracia/">mostrando de maneira explícita o tamanho do seu descaso e irresponsabilidade</a>.<br /><br />Simultaneamente à Rio +20 acontecerá o <a href="http://www.xinguvivo.org.br/2012/05/22/xingu-23-em-belo-monte-atingidos-realizam-encontro-paralelo-a-rio-20/">Xingu +23</a>, evento que marca os vinte e três anos do <a href="http://www.socioambiental.org/esp/bm/index.asp"><i>1º Encontro dos Povos Indígenas do Rio Xingu</i></a>, e que mantém o mesmo intuito: dar visibilidade às pessoas que resistem à construção da usina atentando para a necessidade da suspensão da obra enquanto o debate não for ampliado e aprofundado, enquanto os <a href="http://www.xinguvivo.org.br/2012/03/05/oit-diz-que-governo-violou-convencao-169-no-caso-de-belo-monte/">diretamente afetados não forem ouvidos</a>.<br /><br />O Xingu +23 é muito mais importante que a Rio +20. Se neste não se aceita fantasias, como argumentou Dilma, o Xingu +23 vem esclarecer como o pragmatismo do governo caminha na construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte onde está condensado o projeto nefasto de um progresso sem limites que<a href="https://xingu23sp.noblogs.org/cronologia/"> atualiza o projeto ditatorial</a> com a mesma violência.<br /><br />Se outrora não era permitido saber dos acontecimentos levados a cabo por um governo autoritário, hoje já não podemos fechar os olhos para o que é realizado em um país que se diz democrático. O Xingu +23 é a possibilidade de intervirmos no curso atual para pensarmos o futuro, para que possamos ao menos ter um futuro. Por isso pedimos a sua colaboração para a realização deste evento: <a href="http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=140562">doe alguns minutos e algum dinheiro para o Xingu +23.</a> Contribua para salvar o rio Xingu. Belo Monte não é irreversível como o governo insiste em nos fazer crer, mas cabe a nós parar essa locomotiva sem freios do progresso.<br /><br /><a href="http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=4038:belomonte091209&amp;catid=69:especial-belo-monte&amp;Itemid=179">Muitas mentiras</a> são lançadas na tentativa de justificar o sacrifício da nossa biodiversidade, a destruição de milhares de modos e formas de vida, para a construção de um país melhor e mais justo. Para fazê-lo melhor é preciso, justamente, não destruí-lo e ouvir aqueles que, neste exato momento, são vítimas um dos processos mais violentos empreendidos neste país. Parar Belo Monte é a nossa chance de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=4UpAr8wYJAY">pensar um país diferente e mais justo</a>, não podemos deixá-la passar.<br /><br /> ]]>
        
    </content>
</entry>

<entry>
    <title>Aviso</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://culturaebarbarie.org/atoa/2012/05/aviso.html" />
    <id>tag:culturaebarbarie.org,2012:/atoa//15.1630</id>

    <published>2012-05-23T23:38:07Z</published>
    <updated>2012-05-23T23:46:14Z</updated>

    <summary></summary>
    <author>
        <name>Alexandre Nodari</name>
        <uri>http://www.culturaebarbarie.org/blog</uri>
    </author>
    
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://culturaebarbarie.org/atoa/">
        <![CDATA[<div style="text-align: left;"><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="aviso.gif" src="http://culturaebarbarie.org/atoa/aviso.gif" width="250" height="129" class="mt-image-none" /></span></div> <div><br /></div>]]>
        
    </content>
</entry>

<entry>
    <title>história do brasil - em 10 tomos (adour)</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://culturaebarbarie.org/atoa/2012/05/historia-do-brasil-em-10-tomos.html" />
    <id>tag:culturaebarbarie.org,2012:/atoa//15.1629</id>

    <published>2012-05-16T23:44:01Z</published>
    <updated>2012-05-16T23:44:44Z</updated>

    <summary><![CDATA[história do brasil - em 10 tomos a Rocha Pombo &nbsp; I Portugal viu acaso a terra escondida e se apossou dela. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A gente lusa desorientada em face daquele imprevisto não pôde imaginar o que era aquela terra. Uma...]]></summary>
    <author>
        <name>Alexandre Nodari</name>
        <uri>http://www.culturaebarbarie.org/blog</uri>
    </author>
    
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://culturaebarbarie.org/atoa/">
        <![CDATA[<p class="MsoNormal"><b>história do brasil - em 10 tomos<o:p></o:p></b></p>

<p class="MsoNormal"><i>a Rocha Pombo<o:p></o:p></i></p>

<p class="MsoNormal"><b>&nbsp;</b></p>

<p class="MsoNormal"><b>I<o:p></o:p></b></p>

<p class="MsoNormal">Portugal viu acaso a terra escondida e se apossou dela.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; A gente lusa
desorientada em face daquele imprevisto não pôde imaginar o que era aquela
terra. Uma ilha perdida no mar imenso. Mas se apossou e comunicou o feito ao
venturoso Manuel, todo contente no sonho grandioso das conquistas bravas da sua
gente, que já havia traçado o gráfico para os lados do Índico.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E agora um acaso lhe
trazia a nova de mais uma façanha que foi além da imaginação dos discípulos de
Sagres.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Na fronta cabralina
viajava um escriba a soldo para relatar acidentes tormentosos e morosidades
daquelas jornadas à aventura. E relatou o que viu. No seu memorial de posse
falou da terra com ternuras moliengas. A terra era deslumbrante e fresca. Ele
viu logo que ela "era boa e fermosa". E deu-se pressa de acrescentar que "em se
plantando dar-se-á nela tudo". <o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os homens de terralém,
muito [trecho ilegível] realizaram uma nova expedição e armados de morrões e
roteiros enfrentaram as águas marinheiras ainda povoadas de assombrações. E
tentaram encher a terra de gente, mas ela era muito grande de mais. Portugal
era despovoado. Não tinha o hábito da colonização. E começou a mandar a sobra
da sua gente para a ilha estranha. Como condenada. Porque a terra era longínqua
e o mar encrespado ameaçava...<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal"><o:p>&nbsp;</o:p></p>

<p class="MsoNormal"><b>II<o:p></o:p></b></p>

<p class="MsoNormal">Os anos se passaram e a gente lusa receosa foi se abeirando de um
litoral sem fim e a pouco e pouco foi se estendendo para o centro. E de lado a
lado aquela gente percorria a grande terra sem se aperceber do seu tamanho e o
que significavam tantas extensões, enormes e misteriosas...<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O pau vermelho luziu
como numa sugestão de futuras grandezas.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Começa um novo ciclo.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Era a primeira
expressão econômica que surgia.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal"><o:p>&nbsp;</o:p></p>

<p class="MsoNormal"><b>III<o:p></o:p></b></p>

<p class="MsoNormal">E vendo que nasciadessa nova descoberta uma tentativa de comércio, os
civilizados traficaram, transportando para as estranjas aquela mercadoria. Mas
sem método, sem grande cobiça, os lusos não souberam tirar os proveitos que
poderiam advir desse negócio de tão boas perspectivas.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal"><o:p>&nbsp;</o:p></p>

<p class="MsoNormal"><b>IV</b><o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">O Brasil foi descoberto a segunda vez pelos franceses.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal"><o:p>&nbsp;</o:p></p>

<p class="MsoNormal"><b>V<o:p></o:p></b></p>

<p class="MsoNormal">Foi então quando os iniciados em Dieppe viram e compreenderam. Aquela
terra nova e renegada a uma colonização deficiente era um paraíso de promissão.
E se fizeram ao largo para a cobiça das grandes civilizações.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal"><o:p>&nbsp;</o:p></p>

<p class="MsoNormal"><b>VI</b><o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">Os primitivos donos sem se aperceberem do valor e grandeza da terra
pouca importância deram aos novos domínios conquistados. O domínio lusitano não
poderia interessar aos franceses, por isso que era desinteressante e áspero. E
transpor os mares era uma empresa arrojada demais para tentar qualquer comércio
sistemático. E assim os anos dobraram e a colonização francesa tomou caráter
mais sério.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal"><o:p>&nbsp;</o:p></p>

<p class="MsoNormal"><b>VII<o:p></o:p></b></p>

<p class="MsoNormal">Enquanto Portugal nos enviava os seus colonos, da França vinham até nos
os seus melhores cavalheiros. Era Duguay Trouin. Era um Coligny, o almirante;
Villegaignon, o pensamento protestante...<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E das brumas da nova
terra foi surgindo a França Antarctica. La Ravadiére. Claude d'Abeville. Era o
entrechoque de duas civilizações no desesquilíbrio de uma cultura.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal"><o:p>&nbsp;</o:p></p>

<p class="MsoNormal"><b>VIII</b><o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">Os franceses advertiam aos lusos a significação do novo país.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E Portugal despertou
numa tentativa sanguinolenta de expulsão.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Os franceses
abandonaram a terra.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Mas o espírito gálico
ficou e se insinuou na alma da nova gente que se estava caldeando.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Dolorosa foi essa
separação. Separação vital, tremenda!<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal"><o:p>&nbsp;</o:p></p>

<p class="MsoNormal"><b>IX<o:p></o:p></b></p>

<p class="MsoNormal">Terminado um ciclo colonial, começou a comunhão do espírito
franco-brasileiro. E o Brasil não poderia separar-se em espírito do claro gênio
dos gauleses. E a nossa história se sucede animada aqui e ali por um vulto de
França. De século para século esse traço se adelgaça. Mas se acentua. Em
profundidade.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Uma explicação
antropofágica desvena um mundo de sugestão.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Oswald de Andrade viu a
revolução Caraíba maior que a revolução francesa. E acrescenta no manifesto
antropofágico que sem nós a velha Europa não teria sequer a sua declaração dos
direitos do homem.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; "A unificação de todas
as revoltas eficazes na direção do homem" (Manifesto).<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal"><o:p>&nbsp;</o:p></p>

<p class="MsoNormal"><b>X</b><o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">A América revelou à Europa o homem simples, o homem natural, integrado
na sua máxima expressão de liberdade.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; E aqueles homens
simples mandados do Brasil à corte de França, na coroação do Rei, estranharam
que se dignificasse o homem fraco e mirrado, deixando a seu lado o homem forte
que tudo pode. (História de França). E esse reflexo do homem forte e simples
impressionou o espírito dos filósofos. Montaigne. E o que era uma mera
sugestão, mais tarde se positivou numa campanha reivindicadora. A enciclopédia
refletiu esse espírito. Rousseau não poderia conceber o contrato social sem o exemplo
dado pela simplicidade lógica dos aborígenes. E assim se explica a ligação filosófica
da França eterna ao Brasil novo e misterioso.<o:p></o:p></p>

<p class="MsoNormal">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; O "surrealisme", que um
momento comunicou ao espírito francês a mais intensa vibração, já existia no Caraíba
como num estado latente.<o:p></o:p></p><p class="MsoNormal"><i>Jayme Adour da Câmara, <b>Revista de Antropofagia</b>, 7 de abril de 1929</i></p> ]]>
        
    </content>
</entry>

<entry>
    <title>Programa (provisório) do curso &quot;Do matriarcado primitivo à sociedade contra o Estado: cartografia da hipótese antropofágica&quot;</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://culturaebarbarie.org/atoa/2012/03/programa-provisorio-do-curso-d.html" />
    <id>tag:culturaebarbarie.org,2012:/atoa//15.1628</id>

    <published>2012-03-18T14:12:54Z</published>
    <updated>2012-03-18T21:10:31Z</updated>

    <summary>Do matriarcado primitivo à sociedade contra o estado e além: cartografia da hipótese antropofágica Código: MNA 822 (Antropologia e Filosofia) Professores: EDUARDO VIVEIROS de CASTRO e ALEXANDRE NODARI (UFSC) Período: 1º semestre de 2012 Horário: 6ª feira, 09h00 às 13h00...</summary>
    <author>
        <name>Eduardo Viveiros de Castro</name>
        <uri>http://www.culturaebarbarie.org/atoa</uri>
    </author>
    
    <category term="bibliografia" label="Bibliografia" scheme="http://www.sixapart.com/ns/types#tag" />
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://culturaebarbarie.org/atoa/">
        <![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; font: 12.0px Optima"><b><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Do matriarcado primitivo à sociedade contra o estado e além: cartografia da hipótese antropofágica</font></i></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><b>Código:</b> <b>MNA 822</b> <b>(Antropologia e Filosofia)</b></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Professores: EDUARDO VIVEIROS de CASTRO e ALEXANDRE NODARI (UFSC)</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Período: 1º semestre de 2012</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Horário: 6ª feira, 09h00 às 13h00</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><b>Local: Sala Roberto Cardoso de Oliveira, PPGAS&nbsp;</b></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 250.2px; text-align: right; font: 10.0px Optima"><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Toda vez que vem à tona, o cadáver de Oswald de Andrade assusta</font></i></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 97.6px; text-align: right; text-indent: -13.7px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Décio Pignatari</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 97.6px; text-align: right; text-indent: -13.7px; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima; color: #550000"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">O curso tem como eixo uma leitura detalhada dos diversos escritos teóricos de Oswald de Andrade sobre a noção de antropofagia, em particular o texto intitulado "A psicologia antropofágica", a tese "A crise da filosofia messiânica"&nbsp;e o ensaio "O Antropófago". O objetivo é, em primeiro lugar, mapear o campo de referências desses textos, desde suas fontes inspiradoras fundamentais -- Montaigne, os "três gênios Marx, Nietzsche e Freud", a antropologia vitoriana (Bachofen, Morgan, Engels) e clássica (Malinowski, Lévi-Strauss) -- até o horizonte filosófico contemporâneo, do pragmatismo e do bergsonismo ao marxismo e ao existencialismo. Em segundo lugar, trata-se de discernir a "concepção de mundo" que OA associa à noção, isto é, qual a <i>antropologia</i> expressa na <i>antropofagia. </i>Interessa-nos aqui sobretudo a dimensão político-filosófica desta concepção (teorias do matriarcado primitivo e do sentimento órfico), bem como a metodologia analítica proposta (paleontologia social, errática). Estabelecer as analogias entre a antropologia oswaldiana e certas reflexões mais recentes sobre as sociedades primitivas (notadamente a obra de Pierre Clastres), bem como entre sua metodologia e os temas da "arqueologia" e da "genealogia" constituem nosso terceiro objetivo. As relações entre a antropologia de OA e a etno-antropologia ameríndia (tal como reconstituída pela etnologia filosófica contemporânea) são um quarto tema do curso. Por fim, as perspectivas abertas pela Antropofagia permitirão um diálogo com trabalhos recentes sobre a crise radical do antropocentrismo e a emergência de uma nova filosofia política da natureza.</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima; color: #550000"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">A tese defendida aqui toma a Antropofagia, no sentido conceitual específico que lhe conferiu Oswald de Andrade, como designando o impensável metafísico constitutivo da tradição ocidental, a figura de máxima alteridade relativamente ao complexo nativo do Velho Mundo, a tríade Estado-patriarcado-messianismo.</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 12.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">1ª sessão</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Apresentação. Leituras. Procedimentos. Avaliação.</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 12.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">2ª sessão: Introdução à hipótese antropofágica</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Oswald de Andrade, "Manifesto da poesia Pau Brasil", "Manifesto antropófago", "A crise da filosofia messiânica", "Variações sobre o matriarcado" e "Ainda o matriarcado" (in <i>A utopia antropofágica</i>)</font></p>
<p style="margin: 6.0px 0.0px 0.0px 36.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><b><i>Bibliografia de apoio</i></b>&nbsp;</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Raul Bopp, <i>Vida e morte da Antropofagia</i>.</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Benedito Nunes, <i>Oswald canibal</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Benedito Nunes, "A antropofagia ao alcance de todos" (in <i>A utopia antropofágica</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Augusto de Campos. "Revistas re-vistas: os antropófagos" (in <i>Revista de antropofagia</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Maria Augusta Fonseca, <i>Oswald de Andrade. Biografia</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><b></b><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 12.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">3ª sessão: A tese do matriarcado</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Johann Jakob Bachofen, <i>Myth, religion, &amp; mother right</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Friedrich Nietzsche. <i>O nascimento da tragédia&nbsp;</i></font></p>
<p style="margin: 6.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><b><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Bibliografia de apoio&nbsp;</font></i></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• John F. McLennan, <i>Primitive marriage</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• John F. McLennan, "Bachofen's 'Das Mutterrecht'" (in <i>Studies in ancient history</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Walter Benjamin, "Johan Jakob Bachofen" (in <i>Selected writings</i> vol.3)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• George Stocking Jr. <i>Victorian anthropology</i> (partes a indicar)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Adam Kuper, <i>The invention of primitive society,</i> caps 1 a 6</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Walter Burkert, <i>Greek religion</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Hans P. Duerr, <i>Dreamtime: concerning the boundary between wilderness and civilization</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Joan Bamberger, "O mito do matriarcado: por que os homens dominam as sociedades primitivas?" (in&nbsp; M.Rosaldo e L. Lamphere [orgs.] <i>A mulher, a cultura e a sociedade</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 12.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">4ª sessão: Do matriarcado ao patriarcado</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Friedrich Engels, <i>A origem da família, da propriedade privada e do Estado</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Sigmund Freud, <i>Totem e tabu</i> e&nbsp; <i>Moisés e o monoteísmo</i></font></p>
<p style="margin: 6.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><b><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Bibliografia de apoio</font></i></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Sigmund Freud, <i>A civilização e seus descontentes</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Sigmund Freud,<i> O futuro de uma ilusão</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Henry S. Maine, <i>Ancient law</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Wiliam Robertson Smith, <i>The religion of the Semites: fundamental institutions</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Lewis H. Morgan,<i> Ancient society</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• George Stocking Jr. <i>Victorian anthropology</i> (partes a indicar)&nbsp;</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Bronislaw Malinowski, <i>Sex and repression in savage society.</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Gayle Rubin, "The traffic in women: notes on the political economy of sex" (in P. Rayna [org.], <i>Toward an anthropology of wome</i>n)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Susan McKinnon, "The economies in kinship and the paternity of culture: origin stories in kinship theory" (in <i>Relative values: reconfiguring kinship studies)</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Yan Thomas, "Catão e seus filhos" (in <i>Sopro</i> 66)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Yan Thomas, "El vientre"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">•Sérgio de Castro, <i>Matriarcado, antropofagia e psicanálise</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 12.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">5ª sessão: O motivo da antropofagia no Ocidente moderno</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Catalin Avramescu,<i> An intellectual history of cannibalism</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Frank Lestringant, <i>O canibal, grandeza e decadência</i></font></p>
<p style="margin: 6.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><b><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Bibliografia de apoio</font></i></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Marcel Détienne, <i>Dyonisos mis à mort</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Marcel Détienne,&nbsp;<i> </i>"Pratiques culinaires et esprit de sacrifice" (in M. Détienne &amp; J.-P. Vernant [orgs.] <i>La cuisine du sacrifice en pays grec</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Jean-Pierre Vernant, "À la table des hommes: mythe de fondation du sacrifice chez Hésiode"&nbsp; (in M. Détienne &amp; J.-P. Vernant [orgs.] <i>La cuisine du sacrifice en pays grec</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Vários autores, <i>Destins du cannibalisme (Nouvelle Revue de Psychanalyse, 6)</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• outros textos a definir</font></i></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><b></b><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 12.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">6ª sessão: O motivo da antropofagia entre os índios do século XVI</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Michel de Montaigne, "Dos canibais"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Hans Staden, <i>Duas viagens ao Brasil&nbsp;</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Alfred Métraux, <i>A religião dos Tupinambá</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><i>• </i>Hélène Clastres, "Les beaux-frères ennemis" (in <i>Destins du cannibalisme (Nouvelle Revue de Psychanalyse, 6)</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Eduardo Viveiros de Castro,<i> From the enemy's point of view</i> (cap. 9 e 10)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Eduardo Viveiros de Castro, "O mármore e a murta" e "Imanência do inimigo" (in <i>A inconstância da alma selvagem</i>)&nbsp;</font></p>
<p style="margin: 6.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><b><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Bibliografia de apoio</font></i></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Roberto Pineda, "La pasión por la guerra y la calavera del enemigo"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">&nbsp;• Tânia Stolze Lima, <i>Um peixe olhou para mim </i>(trechos a definir)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Eduardo Viveiros de Castro, "Perspectivismo e multinaturalismo na América indígena"&nbsp; (in <i>A inconstância da alma selvagem</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Tânia Stolze Lima, "Olhada-de-onça"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• outros textos a definir</font></i></p>
<p style="margin: 12.0px 0.0px 0.0px 36.0px; line-height: 12.0px; font: 12.0px Courier; min-height: 14.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 12.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">7ª e 8ª sessões: Interlúdio literário</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Eurípides, <i>As Bacantes</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• William Shakespeare, <i>A tempestade</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Daniel Defoe, <i>Robinson Crusoe</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Heinrich von Kleist, <i>Pentesiléia</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Herman Melville, <i>Typee</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Mário de Andrade, <i>Macunaíma</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Raul Bopp, <i>Cobra Norato</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Guimarães Rosa, "Meu tio, o iauaretê"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><i>• </i>Darcy Ribeiro, <i>Utopia selvagem</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Juan José Saer, <i>O enteado</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Cormac McCarthy, <i>The road</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><i>•</i> Alberto Mussa, <i>Meu destino é ser onça</i></font></p>
<p style="margin: 6.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><b><i>Bibliografia de apoio</i></b>&nbsp;</font></p>
<p style="margin: 6.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Joaquim de Sousândrade,<i> O Guesa errante</i> (Canto Segundo)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Augusto e Haroldo de Campos, <i>Re Visão de Sousândrade</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Michel Tournier, <i>Sexta-feira ou os limbos do Pacífico</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><i>• </i>Gilles Deleuze, "Michel Tournier e o mundo sem outrem"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• J.M. Coetzee, <i>Foe</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• W. Schmidgen,<i> "Terra nullius,</i> cannibalism, and the natural law of appropriation in <i>Robinson Crusoe</i>"<i> </i>(in <i>Eighteen-century fiction and the law of property</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Raul Bopp, "Coisas de idioma e folclore"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Inglês de Souza, <i>Contos amazônicos</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Sérgio Buarque de Holanda, "Ariel"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• R.F. Retamar, <i>Todo Caliban</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Richard Morse, <i>O espelho de Próspero</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Paulo Leminski, <i>Catatau</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Santiago Nazarian, <i>Mastigando humanos</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• outros textos a definir</font></i></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><i></i><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 12.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">9ª sessão: o Ur-Brasil e o universal</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Oswald de Andrade, "A Marcha das utopias" (in <i>A utopia antropofágica</i>) ; <i>Pau-Brasil; Serafim Ponte Grande</i> (último capitulo)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Jayme Adour da Câmara, "História do Brasil em 10 Tomos" (in <i>Revista de Antropofagia</i>); cartas a OA</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Jayme Adour da Câmara, <i>Oropa, França e Bahia</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Antônio Cândido, "Oswald viajante"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Haroldo de Campos, "Da razão antropofágica: diálogo e diferença na cultura brasileira" (In <i>Metalinguagem e outras metas</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Alexandre Nodari, "O perjúrio absoluto (sobre a universalidade da antropofagia" (in <i>Confluenze</i>, 1)</font></p>
<p style="margin: 6.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><b><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Bibliografia de apoio</font></i></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Afonso Arinos de Mello Franco, <i>O índio brasileiro e a revolução francesa</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Sérgio Buarque de Holanda, <i>Visão do paraiso</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Anthony Pagden, <i>The fall of natural man&nbsp;</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><i>•</i> Anthony Pagden, <i>European encounters with the New World</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 12.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><b>10ª sessão:</b> <b>A posse contra a propriedade e a razão antropofágica</b></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Oswald de Andrade, "Esquema ao Tristão de Ataíde" (in <i>Revista de Antropofagia)</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Alexandre Nodari, "[...] o Brasil é um grilo de seis milhões de quilômetros quadrados talhado em Tordesilhas': notas sobre o direito antropofágico" (in <i>Prisma Jurídico</i>) e "La única ley del mundo" (in G. Aguilar, <i>Por una ciencia del vestigio errático</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Geroges Bataille, <i>A parte maldita </i>(e <i>A noção de dispêndio</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Claude Lévi-Strauss, "Um pequeno copo de rum" (in <i>Tristes trópicos</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Silviano Santiago, "As escrituras falsas são"</font></p>
<p style="margin: 6.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">&nbsp;<b><i>Bibliografia de apoio</i></b></font></p>
<p style="margin: 6.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Michel de Montaigne, "Da experiência"&nbsp;</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">&nbsp;• Frierich Nietzsche, <i>A genealogia da moral</i>&nbsp;</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Friedrich Nietzsche, <i>Aurora</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Theodor Adorno, "Moral e ordem cronológica" (in <i>Minima moralia</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Jurandyr Manfredini, "Tout finit par des chansons"&nbsp;</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Gonzalo Aguilar, <i>Por una ciencia del vestigio errático</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Raul Antelo, "Políticas canibais" (in <i>Transgressão e modernidade</i>) e "Canibalismo e diferença" (in <i>travessia</i> 37)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; text-align: justify; font: 12.0px Courier; min-height: 14.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 12.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">11ª sessão: Interlúdio metafisico</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Gabriel Tarde, <i>Monadologia e Sociologia</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><b><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Bibliografia de apoio</font></i></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Pierre Montebello, <i>L'autre métaphysique</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Bruno Latour, "Gabriel Tarde and the end of the social"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Didier Debaise, "Une métaphysique des possessions. Puissances et sociétés chez Gabriel Tarde"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 12.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">12ª sessão: A antropologia oswaldiana</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Oswald de Andrade, "Psicologia antropofágica" [ou "De antropofagia"], "Do órfico e mais cogitações"&nbsp; e "O antropófago" (in <i>Estética e Política</i>)&nbsp;</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Flávio de Carvalho, "A origem animal de Deus" e "O bailado do deus morto"</font></p><p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Eduardo Sterzi, "Devoração e dialética" (in <i>A prova dos nove: alguma poesia moderna e a tarefa da alegria</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Veronica Stigger, "A vacina antropofágica" (in&nbsp;J. Ruffinelli &amp; J.C. de Castro Rochas [orgs.],&nbsp;<i>Antropofagia hoje? Oswald de Andrade em cena</i>)</font></p>
<p style="margin: 6.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><b><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Bibliografia de apoio</font></i></b></p>
<p style="margin: 6.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Hermann von Keyserling, <i>O mundo que nasce</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Oscar Calavia, "Antropofagias comparadas" (In travessia 37)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Marcos Matos, "12 observações sobre OA - em elaboração..."</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 12.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">13ª sessão: Do matriarcado primitivo à sociedade contra o Estado</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Oswald de Andrade, "Mensagem ao antropófago desconhecido" e "Reabilitação do primitivo" (in <i>Estética e política</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Flávio de Carvalho, "A resistência passiva no altiplano"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Étienne de la Boétie, <i>Ensaio sobre a servidão voluntária</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Pierre Clastres, <i>A sociedade contra o Estado&nbsp;</i></font></p><p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">•&nbsp;</font><span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; ">&nbsp;Pierre Clastres,&nbsp;</span><span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px; "><i>Arqueologia da violência</i></span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Eduardo Viveiros de Castro, <i>Métaphysiques cannibales </i>e "O intempestivo, ainda" (in P. Clastres, <i>Arqueologia da violência</i>)</font></p>
<p style="margin: 6.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><b><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Bibliografia de apoio</font></i></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Textos a definir</font></i></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><b></b><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: center; font: 12.0px Optima"><b><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">14ª e 15ª sessões: A condição contemporânea</font></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Henry D. Thoreau, <i>On Civil Desobedience </i>e <i>Walden</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Guy Debord, "O planeta doente"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Gilles Deleuze, "Pós-escrito sobre as sociedades de controle" (in <i>Conversações</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Tiqqun, "Qu'est-ce que la métaphysique critique?"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Tiqqun, <i>Contributions à la guerre en cours</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><i>•</i> Tiqqun, "De l'économie considerée comme magie noire"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Peter Lamborn Wilson, <i>Escape from the 19th century</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><i>•</i> Hakim Bey [P. Lamborn Wilson], <i>Millenium, "</i>Primitive and Extropians", "Religion and revolution" e outros escritos</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Silviano Santiago, "Le comencement de la fin" (In <i>Brésil/Europe: repenser le mouvement anthropophagique</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Suely Rolnik, "Anthropophagie zombie" (In <i>Brésil/Europe : repenser le mouvement anthropophagique</i>)</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Suely Rolnik, "Políticas do fluido, híbrido e flexível -&nbsp; Evitando falsos problemas"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Giuseppe Cocco, <i>Mundobraz: o devir-mundo do Brasil e o devir-Brasil do mundo</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><i>•</i> Lévi-Strauss, "A lição de sabedoria das vacas loucas"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Philippe Pignarre e Isabelle Stengers, <i>La sorcellerie capitaliste: pratiques de désenvoûtement</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 6.0px 0.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Isabelle Stengers, <i>Au temps des catastrophes: resister à la barbarie qui vient</i></font></p>
<p style="margin: 6.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><b><i><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">Bibliografia de apoio</font></i></b></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><i>•</i> Pierre Montebello, "Anthropologie et philosophie, la croiséee des chemins"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Jean-Christophe Goddard, "Métaphysiques cannibales. Viveiros de Castro, Deleuze et Spinoza"</font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• Cléber Lambert da Silva, "Modernisme philosophique et anthropophagie: une expérience philosophique indisciplinée"&nbsp;</font></p><p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 36.0px; font: 10.0px Optima"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; ">• <i>outros textos a definir</i></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><font class="Apple-style-span" style="font-size: 1.25em; "><br /></font></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 9.0px 0.0px; text-align: justify; font: 10.0px Optima; min-height: 12.0px"><br /></p> ]]>
        
    </content>
</entry>

<entry>
    <title>12 observações sobre OA</title>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://culturaebarbarie.org/atoa/2012/02/12-observacoes-sobre-oa.html" />
    <id>tag:culturaebarbarie.org,2012:/atoa//15.1624</id>

    <published>2012-03-01T02:18:34Z</published>
    <updated>2012-03-14T11:22:14Z</updated>

    <summary>1. Vivemos no seio de uma cultura messiânica, apesar de Oswald de Andrade ter prognosticado o declínio irrevogável do Messianismo em 1950. E mesmo depois da chamada &quot;onda vermelha&quot; ter se propagado pela América Latina, parecendo transformar antigas estruturas e...</summary>
    <author>
        <name>tapecuim</name>
        <uri>http://www.culturaebarbarie.org/atoa</uri>
    </author>
    
    
    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://culturaebarbarie.org/atoa/">
        <![CDATA[1. Vivemos no seio de uma cultura messiânica, apesar de Oswald de Andrade ter prognosticado o declínio irrevogável do Messianismo em 1950. E mesmo depois da chamada "onda vermelha" ter se propagado pela América Latina, parecendo transformar antigas estruturas e estabelecer novas relações entre a multidão e o poder, voltamos a perguntar com espanto: "Quem poderia prever, quem ousaria sonhar que o Messianismo em que se bipartiu a religião do Cristo (Reforma e Contra-Reforma) iria medrar no terreno sáfaro das reivindicações materialistas do Marxismo?".<br /><br />2. Recentemente, em resposta às nossas "reivindicações materialistas", e para o nosso governo, a presidenta Dilma Rousseff definiu "desenvolvimento sustentável" como "crescimento acelerado de nossa economia para poder distribuir riqueza". Certamente, podemos ouvir algum eco marxista na resposta da presidenta: reverberando a ideia hegeliana de história e o conceito darwinista de evolução, o desenvolvimento apareceria para o marxismo como processo dado e intransitivo, que acontecia aos coletivos humanos de maneira irreversível e espontânea. A partir do terceiro quartel do século XX, no entanto, essa ideia sofreu transformações significativas. A história é conhecida: em 1949, em seu primeiro proferimento como presidente dos EUA, Truman lança o chamado Point Four Program, segundo o qual as nações desenvolvidas deveriam se esforçar por "tornar os benefícios de nossos avanços científicos e de nosso progresso industrial disponíveis para a melhoria e o crescimento das áreas subdesenvolvidas". O desenvolvimento consolida assim sua imagem como processo transitivo, atuado pela organização dos homens, e o seu novo par, o negativo dialético "subdesenvolvimento", ocupa doravante o lugar de estado de coisas dado, não atuado, natural. Posteriormente, no famoso relatório "Our Common Future" (1988), a World Commission on Environment and Development, constituída pela Assembléia Geral das Nações Unidas, assentará a ideia segundo a qual "a humanidade tem a capacidade de tornar o desenvolvimento sustentável (...). O conceito de desenvolvimento sustentável realmente implica limites - não limites absolutos, mas limitações impostas pelo presente estado da tecnologia e da organização social sobre os recursos ambientais, e pela habilidade da biosfera de absorver os efeitos das atividades humanas. Mas a tecnologia e a organização social podem ser manejadas e melhoradas para abrir caminho para uma nova era de crescimento econômico. (...) A pobreza não é apenas um mal em si mesma (...). Um mundo no qual a pobreza é endêmica será sempre suscetível a catástrofes ecológicas e outras".<br /><br />3. Como uma ideia poderia ter adquirido uma consistência tão duradoura, ao ponto de ter sido posta à prova sucessivas vezes desde o século passado, nunca resultando no que dela se esperava, mas, ainda assim, evocando a esperança de emancipação e salvação, o fim da pobreza? Apenas enquanto parte de um culto religioso, baseado no sequestro daquilo que Oswald de Andrade chamou de "sentimento órfico", pôde a ideia de desenvolvimento ser universalizada de tal forma, se erigindo ao redor do mundo como uma espécie de promessa messiânica. A promessa é o que enxerta a transcendência futura em um estado atual, determinando-o como presente a ser superado. Sua força é proporcional à intensidade da pobreza, "que não é apenas um mal em si mesma": é a nossa condição, desde a velha falta decorrente da expulsão do paraíso - momento chave de nossa antropo(tecno)logia -, "esta, na verdade, é a origem de nossa religião do "desenvolvimento"". O Messianismo encontra assim o que talvez seja o seu avatar contemporâneo mais importante, que projeta a ilusão de que a riqueza produzida pela servidão acumulada poderá ser partilhada igualmente.<br /><br />4. Dessacralizado, o Messianismo permanece associado à multiplicação do mal no mundo, para, paradoxalmente, alimentar a esperança de purgá-lo. A administração da miséria e da desigualdade empurra os homens para formas de servidão de onde eles podem ouvir as promessas de uma outra vida - pois, "sem a ideia de uma vida futura, seria difícil ao homem suportar a sua condição de escravo". Essa vida prometida é o que os mantém trabalhando em um mundo onde a lei se institui como coação e o Patriarcado segue tranquilamente produzindo o patrimônio (propriedade e herança).<br /><br />5. No entanto, enquanto o Patriarcado ameaçava converter todos os mundos, expandindo os laços da servidão e fazendo-os ressoar suas promessas messiânicas, sob o sol das Américas os fugitivos do deserto monoteísta puderam experimentar os sinais da vida prometida, transvalorados em Utopia. As utopias, "consequência da descoberta do novo mundo e sobretudo da descoberta do novo homem, do homem diferente", são fruto do encontro entre "o errático e o imaginoso, a aventura e a América". Nesse encontro, aqueles que aqui chegavam vislumbraram a possibilidade de uma outra sociedade (ou, ainda hoje, "a lembrança viva de que é possível viver de uma outra forma", como disse um famosos sertanista ao comentar a resistência dos povos em isolamento voluntário na fronteira entre o Brasil e o Peru), enquanto aqueles que aqui estavam talvez viram a realidade de uma natureza diferente. De qualquer forma, as utopias, "caravelas ideológicas desse novo achado - o homem como é, simples e natural", são também o meio pelo qual a filosofia se torna política, e assim "leva ao mais alto ponto a crítica de sua época".<br /><br />6. Oswald contrapôs a realidade utópica do Matriarcado à expansão temporal do Patriarcado. "Aquele é o regime do Direito Materno e este, o do Direito Paterno. Aquele tem presidido à pacífica felicidade dos povos marginais, dos povos a-históricos, dos povos cuja finalidade não é mais do que viver sem se meterem a conquistadores, donos do mundo e fabricantes de impérios". A Utopia oswaldiana é a retomada das "virtudes do Matriarcado, principalmente as do a-historicismo, em face do descalabro a que nos vem conduzindo o Patriarcado, cuja maior façanha é a descoberta da bomba de hidrogênio e que tem como sua carta de identificação o capitalismo, desde as suas formas mais obscuras e lavadas até a glória de Wall Street". Para essa retomada, descida antropófaga, "será preciso criar uma Errática, uma ciência do vestígio errático, para se reconstruir essa vaga Idade de Ouro, onde fulge o tema central do Matriarcado".<br /><br />7. A Errática contra-efetua a possibilidade de um tempo intensivo, "a-histórico", no qual já tínhamos tudo aquilo que (quase) perdemos. "Tínhamos a justiça codificação da vingança". "Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro". Ainda é possível tomar posse dos vestígios desse tempo que nunca passou, e que permanece como possibilidade, em oposição à promessa. Promessa é dívida, costuma-se dizer, mas antes da dívida já tínhamos a dádiva: mesmo quando capturadas por uma "economia em desenvolvimento" as nossas relações permanecem articulando os espíritos das coisas trocadas, como sempre fizeram. A antropofagia implica a fabricação do tempo, desde a sua inspiração nos grupos tupi, dentre os quais a vingança antropofágica produzia uma memória voltada para o futuro - "nos tupi, a memória estará a serviço de um destino e não de uma origem, de um futuro e não de um passado". Enquanto a "cultura messiânica" se realiza nas antropotecnologias produtoras de um tempo sujeitado - no qual "o relógio mecânico inaugura a civilização da máquina, que é a do trabalho e do tempo contado" - a Errática possibilita a reintegração da posse do tempo, o arrebatamento do mundo das mãos da civilização do relógio: "o mundo não datado. Não rubricado".<br /><br />8. "O que fazer?", pergunta o comunista. A experiência e o tempo, tergiversa o antropófago. Pois de pouco adiantaria opor à filosofia messiânica ideias distintas, outro sistema político, outra religião ("sublimações antagônicas"). A retomada do mundo se faz por um procedimento - "roteiros, roteiros, roteiros..." - que não idealiza uma nova forma de viver, porque, em certo sentido, a forma de vida é o dado. Considerá-la assim é assumir que ela não pode ser proposta ou arquitetada: a vida ainda resiste ao condicionamento e ao controle. Fora de suas determinações antropomórficas, não há forma de vida que seja uma nova solução para a equação que o tempo presente nos coloca. Viver é sempre e novamente partir do axioma dado no tempo do mito. "Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia". Opor ao sistema hegemônico outro conjunto de ideias, outra promessa, seria reiterar o Messianismo. E pode ter sido essa a razão do malfadado destino de certas comunidades alternativas: seu modo de questionar os mecanismos através dos quais o poder governa a vida dos homens acabou possibilitando formas de servidão mais diretas, mais opressoras, mais perversas. Elas deixaram intocada a forma subjacente de produção da sociedade - o princípio segundo o qual todos deveriam trabalhar para pensar da mesma forma, partilhar o mesmo ideal, se juntar ao redor das mesmas coisas. É o profundo antropocentrismo messiânico: pensar que a ordem é conferida ao mundo pelo trabalho humano, e que aquilo que nos faz viver junto depende de nossa ação e de nossa vontade, de nosso controle. O elogio da práxis e a teologia do trabalho. Esse mesmo antropocentrismo fundamenta o pensamento crítico, herdeiro do kantismo, que insiste em trocar todo "é assim" (axioma) por "nós pensamos/representamos assim" (equação). A uma ideologia coletivizante somente se pode opor uma experiência diferenciante. A "transformação do tabu em totem. Do valor oposto ao valor favorável".<br /><br />9. "Do valor oposto ao valor favorável": importa sair do estado de negatividade em que nos encontramos, fértil em promessas messiânicas, mundo em que o homem civilizado vestiu o índio, determinado-o doravante como subdesenvolvido. Para isso, "é preciso ouvir o homem nu", ou o "homem natural tecnizado". "O que me interessa é só a retirada dessa civilização ocidental, na direção moral e mental do nosso índio". Esse procedimento, aparentemente negativo, é transvalorado em positividade utópica: "a transfiguração do tabu em totem. Antropofagia". A proibição não se transforma em lei, mas em exogamia. A ausência de roupas não é expressão da falta, é possibilidade: "o que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido". O homem nu é o cogito antropofágico, a multiplicidade formadora de uma ciência do vestígio errático, radicalmente antikantiana. Pois mesmo depois que os descobrimentos se fizeram acompanhar pelas ciências de um universo infinito e pelas utopias, que "desviaram a Europa do seu egocentrismo ptolomaico", Kant soube criar a ilusão de que fazer as coisas orbitarem ao redor das nossas formas da intuição seria fazer em metafísica o que Copérnico fizera em astronomia. A "natureza da faculdade de intuição" se interpõe definitivamente entre o homem e a verdade. A origem de todo multiculturalismo: a moral do homem vestido. Baixa antropofagia. A revolução copernicana deve deslocar todo "eu penso", o ponto de vista que pretende conter em si todas as linhas formadoras daquilo que é nosso. Ela deve impossibilitar a formação da herança e do patrimônio, interrompendo a convergência centrípeta provocada pelo centro de gravidade do Patriarcado - como afirmou Clastres, "é tempo de buscarmos outro sol e de nos pormos em movimento". É preciso recuperar a experiência. "Contra a memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada".<br /><br />10. A memória fonte do costume e a metafísica selecionista e eugênica são os procedimentos da antropotecnia messiânica. O que distingue o homem dos demais animais? O que distingue uma vida que vale ser vivida, de uma vida vegetativa? O que distingue um homem bom de um homem mau? Trata-se, desde de Platão, de uma seleção das linhagens. A antropofagia, diferentemente, constrói as gentes de verdade através da "encorporação", ou de um "viver nos outros".<br /><br />11. Afirmar a experiência, a "existência palpável da vida", ou suprimir "as ideias e outras paralisias", significa perturbar a hierarquia postulada entre as ideias e a vida, entre a cabeça e o resto do corpo: "rítmica de comunión sin cabeza, sin complejos, sin rostro", ou "uma concepção matriarcal do mundo sem Deus". Como escreveu Nietzsche, "não estar à espera de longínquas, desconhecidas beatitudes, bençãos e graças, mas viver de tal sorte que queiramos viver ainda uma vez e queiramos viver assim para a eternidade". "A terrena felicidade", contra o sequestro do sentimento órfico na formação da cultura brasileira.<br /><br />12. "Somos a utopia realizada, bem ou mal, em face do utilitarismo mercenário e mecânico do norte. Somos a caravela que ancorou no paraíso ou na desgraça da selva, somos a bandeira estacada na fazenda". O encontro transformado em utopia estabelece uma aparente oposição entre o Messianismo (promessa eugênica) e a utopia realizada (imanência da devoração). Ou, por outra, a oposição entre o monoteísmo do deserto, calcado na teologia da necessidade, e o politeísmo plástico dos trópicos, onde os deuses fabricam e são fabricados. O ateísmo com deus, que segundo Oswald de Andrade seria aceito no então nascente século XX, é um retorno ao politeísmo plástico. Mas é também o que possibilita o sequestro do sentimento órfico: Oswald já notara que "esse sentimento se transfere para a religiosidade política (Hitler, Mussolini, Stalin) ou para a filosofia do recorde nos esportes, como na moda ou na iconografia cênica". E se ainda hoje "os homens querem ver os deuses de perto", arriscamos transferir o sentimento órfico para outras formas da religiosidade política - o messianismo desenvolvimentista ou o santuarismo político -, ou para a espetacularização dos esportes e do entretenimento. À utopia cabe resgatar o sentimento órfico, reconduzi-lo ao cotidiano, roubar a tecnologia das mãos do espetáculo. Não para produzir mais uma promessa messiânica, mas para resistir, "desta terra, nesta terra, para esta terra. E já é tempo".<br /><br /><br />(Para essa bricolagem foram devorados os seguintes textos:<br /><br />ANDRADE, Oswald de. A utopia antropofágica. 2. ed. São Paulo: Globo, Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, 1995.<br /><br />ANDRADE, Oswald de. Estética e política. Organização e estabelecimento de texto de Maria Eugênia Boaventura. São Paulo: Globo; Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, 1992.<br /><br />ANDRADE, Oswald de. Os dentes do Dragão. (entrevistas). 2. ed. Pesquisa,<br />organização, introdução e notas de Maria Eugenia Boaventura. São Paulo: Globo; Secretaria de Estado da Cultura, 1990.<br /><br />AGUIAR, Gonzalo. Por una ciencia del vestigio errático. Buenos Aires: Editora Grumo, 2010.<br /><br />CARNEIRO DA CUNHA, Manuela, VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Vingança e temporalidade: os Tupinambá. in: Cultura com aspas. São Paulo: Cosac y Naify, 2009.<br /><br />CHAMIE, Mário. Caminhos da carta: uma leitura antropofágica da carta de Pero Vaz de Caminha. São Paulo: Funpec Editora, 2002.<br /><br />CLASTRES, Pierre. Copérnico e os selvagens. in: A sociedade contra o estado. Tradução Theo Santiago. São Paulo: Cosac &amp; Naify, 2003.<br /><br />DELEUZE, Gilles. Platão e o simulacro. in: Lógica do sentido. Tradução Luiz Roberto Salinas. São Paulo: ed Perspectiva, 2000.<br /><br />DELEUZE, Gilles, GUATTARI, Felix. O que é a filosofia? Tradução Bento Prado Jr. e Alberto Alonso. São Paulo: ed. 34, 1997.<br /><br />LUDUEÑA, Fabián. La comunidad de los espectros. Buenos Aires: Miño Dávila, 2010.<br /><br />NIETZSCHE, Friedrich. Fragmentos póstumos de 1881. in: Nietzsche, Coleção Os Pensadores. Tradução Rubens Rodrigues Torres Filho, São Paulo: Abril Cultural, 1983.<br /><br />NODARI, Alexandre. La única ley del mundo. in: AGUIAR, Gonzalo. Por una ciencia del vestigio errático. Buenos Aires: Editora Grumo, 2010.<br /><br />RIST, Gilbert. The history of development. Tradução Patrick Camillier. New York: Zed Books, 2008.<br /><br />SAHLINS, Marshall. The sadness of sweetness, in: Current Anthropology, vol.37, n.3, junho/1996.<br /><br />VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Desenvolvimento econômico e reenvolvimento cosmopolítico: da necessidade extensiva à suficiência intensiva, in: O Sopro 51, maio/2011.<br /><br />WAGNER, Roy. A invenção da cultura. Tradução Marcela Coelho de Souza e Alexandre Morales. São Paulo: Cosac &amp; Naify, 2010.)<br />]]>
        
    </content>
</entry>

</feed>
