A vida sensível
Autor: Emanuele Coccia Tradução de Diego Cervelin
Coleção PARRHESIA, 96pgs, 2010
[1a reimpressão: 2012].
Preço: R$27,50
[frete incluso]
A vida sensível propõe uma mudança radical no modo de entender não só os objetos culturais, mas toda a série de “fenômenos”, de aparições, desde a linguagem até a moda, ao que o pensamento medieval chamava de “formas intencionais”, de “imagens”. A humanidade constituiria, para Emanuele Coccia, não um apartamento da animalidade, mas o seu aprofundamento, o aprofundamento no “sensível” – e o que conhecemos por mundo seria justamente esta esfera composta apenas por imagens.
Fragmento"Apenas através do sensível – através das imagens – penetramos nas coisas e nos outros, podemos viver neles, exercer influência sobre o mundo e sobre o resto dos viventes. É produzindo sensível que produzimos efeitos sobre a realidade enquanto viventes (e não enquanto simples objetos ou causas naturais), é através da nossa aparência (ou seja, através do sensível que emitimos ativa ou inconscientemente) que provocamos impressão a quem está ao nosso redor. Nesse sentido, a relação do vivente com o mundo não é nem puramente ontológica e nem meramente poética: ou seja, não pode ser declinada nem no verbo ser e nem no verbo fazer. O vivente não está no mundo, tal qual uma pedra existe, e também não se limita a ter com ele relações de ação e paixão diretas: enquanto vivente, ele se relaciona com as coisas através da medialidade, através do sensível que é capaz de produzir."
Visualização online
[ Páginas iniciais. Visualize mais no
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De anjos e imagens (Diário Catarinense, 13 de março de 2010)
Artigo de Raúl Antelo sobre o pensamento de Emanuele Coccia, seguido de um fragmento de A vida sensível
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