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Imprensa: “De anjos e imagens”

março 13th, 2010

Em artigo para o caderno Cultura do Diário Catarinense de hoje (13 de março de 2010), Raúl Antelo analisa o pensamento de Emanuele Coccia. Ao texto, se segue um fragmento de A vida sensível.

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“A vida sensível” - Lançamento

março 11th, 2010

A Cultura e Barbárie Editora convida para o lançamento de

A vida sensível
de Emanuele Coccia

no dia 18 de março de 2010, quinta-feira, às 18 horas.
no Auditório da Reitoria (da Universidade Federal de Santa Catarina)

Em seguida, o autor proferirá a conferência Os Anjos, abrindo o ciclo “O pensamento no século XXI”, promovido pela UFSC em comemoração aos 50 anos de sua fundação.




Fragmentos

Apenas através do sensível – através das imagens – penetramos nas coisas e nos outros, podemos viver neles, exercer influência sobre o mundo e sobre o resto dos viventes. É produzindo sensível que produzimos efeitos sobre a realidade enquanto viventes (e não enquanto simples objetos ou causas naturais), é através da nossa aparência (ou seja, através do sensível que emitimos ativa ou inconscientemente) que provocamos impressão a quem está ao nosso redor. Nesse sentido, a relação do vivente com o mundo não é nem puramente ontológica e nem meramente poética: ou seja, não pode ser declinada nem no verbo ser e nem no verbo fazer. O vivente não está no mundo, tal qual uma pedra existe, e também não se limita a ter com ele relações de ação e paixão diretas: enquanto vivente, ele se relaciona com as coisas através da medialidade, através do sensível que é capaz de produzir.

A coletividade do século XX, que constrói sua identidade na base da imagem ao invés da palavra, é, ao menos potencialmente, uma verdadeira comunidade internacional, como bem sabiam os produtores e distribuidores dos primeiros filmes mudos. Esta é a vantagem política do cinema como prótese de cognição. Mas se esta coletividade é de conformismo e não de consenso, se a uniformidade substitui a universalidade, abre-se a porta para a tirania. Se as “verdades” são universais porque são experimentadas em comum mais que percebidas em comum porque são universais, então a prótese cinemática se torna um órgão de poder, e a cognição se torna doutrinamento. Quando a audiência de massa tem uma sensação de identidade imediata com a tela do cinema, e a própria percepção se torna consenso, desaparece o espaço para o debate crítico, intersubjetivo, e a discussão.

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Lançamento

A vida sensível
de Emanuele Coccia



18 de março de 2010
às 18 horas
no Auditorio da Reitoria da UFSC
(Florianópolis/SC)

Em seguida, o autor proferirá a conferência Os Anjos, abrindo o ciclo "O pensamento no século XXI", promovido pela UFSC em comemoração aos seus 50 anos de existência.

Twitter: @culturabarbarie